Após veto, lei ‘malandra’ e insulto, Ney se notabiliza por governar contra a mulher

Após veto, lei ‘malandra’ e insulto, Ney se notabiliza por governar contra a mulher

ALCEU LIMA
Especial para o VERBO ONLINE, em Embu das Artes

O prefeito Ney Santos (PRB) está se notabilizando por ser um governante que faz ataque ou toma medidas contra as mulheres, de forma sistemática. Em ato chamado de “feio” por um vereador da própria base de apoio ao prefeito, Ney fez uma ofensa moral contra a vereadora Rosângela Santos (PT), mas não foi um gesto isolado. Além de já ter difamado outra mulher, Ney vetou lei de criação do Disque 180, em defesa da mulher, e aprovou projeto contra professoras.

Após fazer ataque à vida pessoa da vereadora Rosângela

Após fazer ataque à vida pessoal da vereadora Rosângela na Câmara, prefeito Ney Santos (PRB) reafirma ato

Vereadora Rosângela

Antes da fala do prefeito, Rosângela reprova governo e lembra vida pregressa de Ney no crime e ação criminal

Após ouvir a vereadora reprovar o governo por atos como a criação da taxa de lixo e lembrar que já foi assaltante e hoje é denunciado por elo com o crime organizado – fatos -, Ney atacou na quarta-feira (7) a vida pessoal de Rosângela. “Por que ela não fala que o sindicato [Químicos] que bancou a campanha dela está sendo investigado por corrupção? […] Por que não fala que o amante dela que bancou sair comprando lideranças para falar mal da gente?”, atacou.

Nos últimos dois meses, Ney protagonizou ainda outros dois atos contra as mulheres. No mais recente, ele aprovou, às pressas e no recesso da Câmara, uma lei que revogava o enquadramento de auxiliares de creche como professoras. Com o parecer favorável do Ministério Público, Ney voltou atrás e vetou o próprio projeto que enviou. Segundo as educadoras, porém, ele só se comprometeu a não sancionar por crer que a categoria não conseguiria respaldo do MP.

No ato que se revelou um retrocesso ainda mais clamoroso, Ney vetou projeto de lei que previa a obrigatoriedade de afixação na cidade de avisos com o telefone de denúncia da violência contra a mulher, o Disque 180, uma das ações em defesa da mulher muito difundidas no país. Apesar de alegar “inconstitucionalidade”, Ney barrou a iniciativa em represália ao autor, Edvânio Mendes (PT), por ter votado contra a taxa de lixo, em “mesquinhez” contra causa nobre.

Na ocasião, o vereador André Maestri (PTB) disse que o veto foi “político”. “Nos últimos tempos aumentou a violência contra a mulher, a fragilidade da mulher em buscar socorro. Aí o prefeito veta e encaminha o veto, e os vereadores [aliados de Ney] mantêm o veto. O projeto passou pelo jurídico, pela Comissão Mista, mas por uma questão política Embu deixa de avançar na defesa e proteção às mulheres. É lamentável que o prefeito tenha se apequenado”, afirmou.

Autor da lei vetada, Edvânio chamou Ney de “retrógrado” e de prefeito que “não respeita as mulheres”. “Quando o prefeito vem e veta esse projeto, mostra que não tem respeito pela mulher, e que só tem vaidade. Eu votei contra o projeto do prefeito da taxa de lixo, contra o aumento do IPTU, contra esse ‘Cartão’ [Cidadão]. Isso é represália. Esse prefeito para mim é um ultrapassado, ele é um machista que não respeita a população feminina desta cidade”, disse.

Na campanha eleitoral (2016), após o “Jornal na Net” apontar que tinha sido omisso ante o fechamento da maternidade – era aliado do prefeito Chico Brito, motivo para calar -, Ney atacou a jornalista Sandra Pereira ao chamar o site de “jornaleco” e falar que estava “a serviço do PT”. Fez ainda ofensa moral a Sandra e mandou os “meninos do marketing” difamarem a filha dela, através de perfil “fake”, revelou o então próprio assessor, Genildo Rocha, de posse de áudio.

Vítima mais recente, Rosângela disse que vai processar Ney. “Vou entrar com uma ação contra o prefeito. Acusações muito sérias. Ele é machista, não tem nada na política [contra mim], me ofende por ser mulher”, declarou. Em eventos da prefeitura, Ney sempre solta “pérolas” do tipo. “Vou ser breve, eu sei que todos aqui têm muito o que fazer em suas casas, principalmente a mulherada. Se a comida não estiver pronta quando o marido chegar do serviço, já sabe”, fala.

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