Vladimir Herzog repercute atentado contra Binho e cobra prioridade na investigação

Vladimir Herzog repercute atentado contra Binho e cobra prioridade na investigação

PEDRO HENRIQUE FEITOSA
Especial para o VERBO ONLINE

O Instituto Vladimir Herzog noticiou na sexta-feira (5), na página da instituição na internet, a tentativa de assassinato contra o repórter-fotográfico e chargista Gabriel Binho, do VERBO, e a participação de repórteres do site – inclusive Binho – em reunião com entidades de jornalistas e em defesa da liberdade de imprensa, para tratar do atentado ao profissional. A reportagem traz a manchete “Jornalista de Embu das Artes, na Grande São Paulo, é alvo de disparos”.

Reportagem

Instituto Vladimir Herzog, em defesa da liberdade de imprensa, repercute violência contra repórter do VERBO

O instituto relata que Binho, “colaborador do portal Verbo Online, que cobre municípios da região sudoeste da Grande São Paulo”, seguia pela rodovia Régis Bittencourt na madrugada de 28 de dezembro quando sua moto foi atingida por um carro. Após a queda, para se proteger, ele se jogou numa vala da via em trecho com rua paralela. “O mesmo carro que o havia atingido passou, então, pela rua e um dos passageiros efetuou três disparos em sua direção”, diz o texto.

“Horas depois, um comentário em uma postagem com votos de natal no Facebook de Binho ameaçou: ‘Os próximos tiros vão ser na cara para deixar de ser falador”. O texto, com faltas ortográficas, foi postado em nome de ‘Samuel Salve Geral'”, relata o instituto. Segundo ainda a instituição, “o portal Verbo Online se dedica à cobertura de política local, e o repórter acredita que o ataque pode ter relação com as charges que vinha assinando em reportagens recentes”.

O instituto informa que “a ocorrência foi registrada na Delegacia Central de Embu no dia 4 de janeiro” – antes, Binho teve de operar tornozelo fraturado. “Na tarde desta sexta-feira, 5 de janeiro, Gabriel Binho participou de uma reunião na sede do Instituto Vladimir Herzog, em São Paulo, que contou também com as presenças da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e da Artigo 19”, diz.

O Ministério Público “também se comprometeu a acompanhar o caso”, diz. “O Instituto Vladimir Herzog e as entidades que participaram da reunião […] cobram prioridade na investigação pela polícia paulista deste ataque. É fundamental que seja esclarecido o motivo da agressão e que os autores sejam identificados. A impunidade num crime contra um comunicador serve de estímulo para que violações à liberdade de expressão e imprensa se perpetuem”, conclui o texto.

> LEIA REPORTAGEM NA ÍNTEGRA Jornalista de Embu das Artes, na Grande São Paulo, é alvo de disparos
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