Mulher seminua achada morta no Jd. Sto. Antônio em Embu segue sem identificação

Mulher seminua achada morta no Jd. Sto. Antônio em Embu segue sem identificação

ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Embu das Artes

A mulher seminua encontrada morta em um terreno baldio no Jardim Santo Antônio, em Embu das Artes, na segunda-feira (13), ainda não foi identificada. Se nenhum familiar fizer o reconhecimento no Instituto Médico Legal de Taboão da Serra até sexta-feira, ela será enterrada como indigente. Parda e com cabelo curto, a vítima aparentava ter cerca de 30 anos, usava blusa branca, tinha um anel no dedo anular esquerdo e possuía uma tatuagem nas costas próxima à nuca.

Mulher seminua em terreno baldio no Jardim Santo Antônio

Mulher seminua em meio a lixo e entulho em terreno baldio no Jardim Santo Antônio, encontrada na 2ª-feira

Deixada em meio a muito lixo e entulho, de bruços, a mulher tinha sinais de estrangulamento e pode ter sofrido abuso sexual – a parte de baixo do corpo estava sem roupa. Aparentemente, foi assassinada em outro lugar e largada no local. Ela não deve ter sido morta muito antes do dia em que foi achada, não deve ter permanecido no terreno baldio por muito tempo, já que o corpo ainda estava em bom estado de conservação, não estava em decomposição ainda.

Para descobrir as circunstâncias do crime que chocou Embu, a polícia busca a identificação da mulher, por processo datiloscópico, por meio das impressões digitais, ou à espera de um parente que possa fazer o reconhecimento. Até o momento, os investigadores da Delegacia Central da cidade, onde o caso foi registrado, ainda não dispõem de nenhuma informação para identificação, já que não foi encontrado documento nem telefone celular com a vítima.

“A princípio, nós podemos pensar em um crime passional, talvez [cometido por] um namorado, um ex-namorado. Normalmente é o que ocorre com homicídios envolvendo mulheres, por isso já adotamos essa linha de investigação. Mas não há nada que garanta isso, precisamos conhecer a identidade da vítima, saber quem era, com quem convivia para justamente poder falar uma linha de investigação mais correta”, disse o delegado Andreas Schiffmann ao VERBO.

O responsável pelo bárbaro assassinato responderá por homicídio qualificado, inclusive por conta do crime de feminicídio – a morte da mulher pela sua condição -, e, caso seja constatada a ocorrência de violência sexual, também por estupro, com pena de até 30 anos pelos dois delitos, segundo o delegado. “É um crime hediondo, tem que ser solucionado. Vamos envidar os esforços na delegacia para poder trazer uma solução para o caso”, declarou Andreas.

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