Na Polônia, papa Francisco reza para que Deus ‘toque coração de terroristas’

Da Agência Lusa

O papa Francisco fez um apelo neste sábado (30) para que Deus “tocasse o coração dos terroristas”, em uma explícita menção aos atentados em série ocorridos em julho, sendo o último contra uma igreja na França, no qual um padre católico foi degolado.

“Toque o coração dos terroristas para que reconheçam o mal de suas ações e caminhem para a vida da paz e do bem, do respeito pela vida, da dignidade a cada homem, independentemente da religião, da proveniência, da riqueza ou da pobreza”, escreveu o papa em um bilhete de orações deixado na Igreja de São Francisco, na Cracóvia.

Na Polônia, onde ocorre Jornada Mundial da Juventude, papa Francisco fez apelo pelo fim de ações terroristas

“Senhor, oremos a ti pelos que foram feridos nestes últimos anos de desumana violência. Crianças e jovens, homens e mulheres, idosos, pessoas inocentes envolvidas só por uma fatalidade do mal”, acrescentou Francisco.

Ele disse esperar que as “famílias atingidas pelas guerras encontrem a força e a coragem para continuarem sendo irmãs e irmãos para os outros, principalmente para os imigrantes”. A visita à Igreja de São Francisco, na Cracóvia, não estava prevista na agenda papal, que está em viagem oficial pela Polônia desde quarta-feira.

DOIS MÁRTIRES
No local, ele venerou as relíquias de dois mártires, Zbigniew Strzalkowski e Michal Tomaszek, mortos pelo grupo guerrilheiro Sendero Luminoso, em 9 de agosto de 1991, no Peru, e beatificados em 2015. Francisco celebrou, depois, no Campus Misericordiae, uma vigília de orações com jovens que participam da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) na Polônia.

“Caros amigos, convido vocês a orarem juntos pelo sofrimento de tantas vítimas da guerra para que, de uma vez por todas, passemos a entender que nada justifica o sangue de um irmão. Que nada é mais precioso que a pessoa que temos ao lado”, pediu Francisco.

“Nós não vamos gritar contra os outros, nem brigar. Não queremos a destruição nem vencer o ódio com mais ódio, a violência com mais violência, o terror com mais terror. Nossa resposta a este mundo em guerra se chama fraternidade, comunhão, família”, ressaltou.